domingo, 7 de novembro de 2010

Bancadas de oposição apoiam o PCChileno e rechaçam detenção de Manuel Olate

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Chile
Valparaíso, 03 de novembro de 2010 .- Os representantes do PS, PPD, DC e PRSD manifestaram o seu mais pleno apoio ao PCChileno e a seus dirigentes por supostos vínculos com as FARC e à detenção de Manuel Olate.
Os parlamentares da oposição criticaram o governo por ter participado dessas acusações infundadas, sendo juiz e júri visívelmente neste caso, e sem sequer tornar público o mencionado "dossiê" que inculparía os comunistas.
O presidente do PCChileno, deputado Guillermo Teillier, liderou uma conferência de imprensa onde os blocos de oposição manifestaram o seu apoio contra as recentes alegações de vínculos com as FARC, além de chamar para a rápida libertação do militante do PC, Manuel Olate. "Nós decidimos dar esta conferência, juntamente com representantes de várias bancadas da coligação, que quiseram manifestar a sua solidariedade num momento em Partido Comunista Chileno foi submetido a duros ataques pela direita, tentando vinculá-lo com o terrorismo que seria gestado desde Araucanía, que é uma questão que até mesmo o governo anunciou que deve alterar a Lei Antiterrorista para mudar o modo de lidar com o povo mapuche, e a verdade é que todas as provas tenham sido apresentadas como atos terroristas na Araucanía não foram comprovadas, e, neste caso, foi preso Manuel Olate, que tratam de ligar com as FARC."
"Quero dizer que nós, enquanto Partido Comunista, refutamos todas as acusações de que estamos praticando alguma forma de terrorismo, porque essa não é a essência da nossa organização e a descartamos completamente e, no caso de Manuel Olate, as provas apresentadas, e nós não sabemos porque elas só foram publicados na imprensa, a verdade é que não nos comprometem de nenhuma forma, e esperamos que ele seja liberado logo, pois nunca se recusou a comparecer perante a justiça, e tem entrado e saído do país livremente, reconhecendo que estava em um acampamento com muitas outras pessoas de todos os lugares do mundo, No Equador, enquanto estava no acampamento, passaram muitas pessoas que estão ligadas à troca humanitária de prisioneiros, e tentam assim ligá-lo ao envio de pessoas para se prepararem na guerrilha, e ninguém sabe onde estão os guerrilheiros no Chile ", disse o presidente do PC.
"Temos a obrigação de defender Manuel Olate, porque temos de nos defender. Nós participamos do processo porque acreditamos que há uma solução política para o conflito, não estamos com os que violam os direitos humanos, não apoiamos os seqüestros, porém tão pouco apoiamos a matança indiscriminada de sindicalistas e camponeses, como os encontrados no túmulo coletivo de La Macarena, onde jazem mais de 2.000 vítimas que o governo do presidente Uribe não quer reconhecer ou sequer investigar o caso ", disse o timoneiro do PC, ante as críticas e supostas ligações com terroristas.
Por sua parte, Sergio Aguilo (PS) disse que espera que Olate possa ser libertado nas próximas horas, também indicando que tem um relacionamento próximo com ele e sua família. "Eu conheço Manuel Olate, pai e filho, há mais de 30 anos. Moram em Talca, área que eu represento, é de uma família de camponeses, honesto e responsável, e eu posso dizer, tenho a convicção de que este é um embuste. A família também tem essa convicção." Aguiló, como os demais parlamentares, não esconderam sua surpresa com a falta de provas sólidas para acusar o militante do PC. "Como membros da coligação, parece-nos que os únicos registros que o incriminam foram adquiridos na Colômbia, depois de um conflito internacional com o Equador, que levou os dois países a retirar os seus embaixadores."
O deputado Silber (PDC) pediu imparcialidade por parte do governo, pedindo a todos que exerçam seus papéis no processo, nem mais nem menos. "É surpreendente que no final do dia, o governo parece mais como advogado de uma das partes para incriminar, do que realmente um governo que assegure a equidade, transparência e respeito a atos que podem ser de importância para a nível público", disse o parlamentar. "Vemos com preocupação a situação que está ocorrendo no Partido Comunista, com os seus dirigentes, seus membros e, claro, que essa responsabilidade importante do governo, que não exerceu - a nosso ver, o desempenho do seu papel que lhe cabe", disse ele.
O deputado Enrique Acorssi (PPD) deu o seu apoio aos deputados comunistas, argumentando que "o governo nos últimos tempos tem tido uma atitude como juiz e júri em processos que estão relacionados aos direitos humanos e toda a questão do terrorismo. " "Aqui há uma questão muito delicada que é a de que outros países acusam de terrorismo pessoas de outras nacionalidades sem fundamento. Até hoje não chegou nenhum fundamento a ser submetido ao Tribunal de Justiça que demonstra que o Sr. Olate participou em atos terroristas, por isso, acredito que a justiça deve agir, pois não se pode fazer acusações ao vento", declarou Accorsi.
Finalmente, a deputada Cristina Girardi também expressou seu apoio como parlamentar do PDP ao Partido Comunista, Manuel Olate e sua família. "Acreditamos que isso está gerando uma perseguição não só a Manuel Olate, mas ao Partido Comunista, e o que parece muito mais grave é que estão tentando ligar as demandas do movimento mapuche com as FARC, constituindo uma espécie de deslegitimação das demandas do povo mapuche, e esta não é a primeira vez que isso aconteceu", concluiu.
Fonte: http://www.pcchile.cl/index.php?option=com_content&task=view&id=2422&Itemid=2

Formulário

MINUSTAH reprime manifestantes anti-ocupação no Haiti

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Isabeau Doucet
As tropas de ocupação da ONU no Haiti continuam reprimindo o povo e qualquer pessoa que lute pela liberdade daquele país.
Resumen Latinoamericano/Rebelion
Houve muita tensão em Porto Príncipe em 15 de outubro. Tropas da ONU fizeram disparos para o alto e trocaram golpes com um grupo de aproximadamente 100 manifestantes reunidos às portas da base da ONU no aeroporto de Porto Príncipe para protestar contra a renovação da “Missão das Nações Unidas para Estabilizar o Haiti” (MINUSTAH, na sigla em inglês). Mesmo que o conselho de segurança da ONU já tenha renovado o comando da MINUSTAH, em 14 de outubro, uma frente de associações populares e da oposição política se lançaram à ruas para pedir o final dos seis anos de ocupação militar que custou 612 milhões de dólares no ano passado e minou a segurança da população em geral, afirmaram os manifestantes. Foi o encerramento de duas semanas de diferentes ações por parte da frente anti-ocupação.
Mesmo avisados com antecedência sobre as manifestações, os soldados da ONU não pareciam preparados para lidar com os manifestantes que bloquearam a entrada da base da ONU, paralisando o tráfego e pintando slogans contrárias às ocupação e à Nações Unidas nos carros oficiais que tentavam entrar na base. Ocorreram muitos protestos similares no mês passado, mas os choques do último dia 15 foram os mais intensos que já aconteceram no último período. Em determinado momento, um agente de segurança das Nações Unidas entrou no meio da multidão provocando, empurrando e dando cotoveladas. Imediatamente teve início uma troca de golpes, seguida por disparos feitos para o alto pelos soldados da ONU que formavam um cordão de isolamento envolta da base. Imprudentemente, e possivelmente por vingança, o condutor de um veículo das Nações Unidas empurrou um grupo de jornalistas, incluindo eu mesmo e o correspondente da Al Jazeera, para uma vala cheia de lixo. Enquanto os chefes de segurança faziam chamadas pedindo gás lacrimogêneo, chegaram reforços totalmente equipados com material para repressão contra manifestações e dispersaram a multidão. Ambos chefes taparam suas identificações das Nações Unidas e se recusaram a chamar os oficiais de imprensa da ONU.
A MINUSTAH desembarcou pela primeira vez no Haiti em junho de 2004 para substituir as forças de ocupação de EUA, França e Canadá que haviam ajudado a derrotar o presidente Jean-Bertrand Aristide e instalar o regime de fato do Primeiro Ministro Gerard Latortue. Os protestos contra a ocupação, ocorrem todos os anos nas semanas anteriores ao término do mandato em meados de outubro, mas o ressentimento é ainda maior este ano pelo comportamento da Minustah após o terremoto de 12 de janeiro. Em vez de ajudar a retirar as pessoas dos escombros, as forças da ONU se centraram em proteger instalações de possíveis “saques”. Mesmo com o reforço da MINUSTAH, que passou a contar com mais de 13.000 soldados e policiais armados depois do terremoto, as violações dentro dos acampamentos se quadruplicaram, e a violência contra os desabrigados internos está crescendo, muitos expulsos à força de seus acampamentos. Enquanto o Haiti entra no frequentemente turbulento período eleitoral, o antigo primeiro ministro do presidente Préval, o candidato Jacques Edouard Alexis, acusou seu antigo chefe de distribuir armas para uma campanha de intimidação.
Em qualquer lugar na cidade que se vá, há evidências de animosidade contra a presença das Nações Unidas. As onipresentes pichações de “Abaixo a ocupação” ou “Abaixo os ladrões da ONU” refletem a opinião da população sobre a presença das tropas das Nações Unidas no Haiti.
Como organizador popular e manifestante, Yves-Pierre Louis explica: “Viola (a ocupação) a constituição haitiana e a Carta das Nações Unidas, a qual especifica que tais forças só são necessárias no país que ameaça a paz e a segurança internacional. O Haiti não está em guerra... não produz armas atômicas, terroristas ou drogas. Onde está a ameaça?” O oficial do mandato da equipe antiprotestos não fez nenhuma declaração oficial sobre os protestos, nem o porta-voz da MINUSTAH, Vicenzo Pugliese.
Uma das razões citadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas para renovar o mandato foi que a continuação da presença da forças da ONU ajudaria a assegurar a “credibilidade e legitimidade” das eleições do dia 28 de novembro. Mas ocorrem protestos crescentes também sobre a injustiça do próprio processo eleitoral. Como advertiram recentemente 45 membros do congresso dos EUA em carta ao presidente Barack Obama, a exclusão do partido da Aristide Lavalas, um dos poucos com um apoio popular generalizado, junto com outros 13, converteram o processo eleitoral em anticonstitucional e antidemocrático.
Também no dia 25 de outubro se iniciou oficialmente a campanha eleitoral, mas muitos haitianos que vivem em acampamentos de refugiados não votarão. Que participação há no processo democrático se duas vezes viram sua vontade coletiva subvertida por golpes de Estado? Com um dos mais altos níveis de frustração e o ceticismo de muitos haitianos sobre a capacidade das eleições do presidente Préval em trazer alguma melhoria para suas vidas, a MINUSTAH pode encontrar um Haití especialmente agitado este ano, principalmente se o ressentimento que está fomentando nas pessoas se converter em manifestações contra os soldados e suas armas importadas para manter os haitianos subjugados.
Traduzido para o espanhol por Agenda Roja
Traduzido para o português por Dario da Silva

Não à extradição, não à criminalização!

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ANNCOL
Publicamos denúncia e alerta do comitê executivo do Movimento Continental Bolivariano. Os tentáculos dos gorilas colombianos devem ser amputados com a denúncia e o protesto em massa no mundo inteiro.
Leiamos:
Com surpresa recebemos a notícia da detenção no Chile do desenhista gráfico Manuel Olate Céspedes, militante do Partidão Comunista do Chile, membro do Movimento Continental Bolivariano e representante do Movimento de solidariedade pela paz na Colômbia, o qual foi detido no seu domicílio em Santiago pela sua suposta vinculação com a guerrilha colombiana FARC-EP, depois da ordem da Ministra da Corte Suprema Margarita Herreros, que acolheu uma solicitação de detenção enviada pela justiça Colombiana.
Conforme a notícia se espalha nossa perplexidade aumenta, já que desde as declarações dos diferentes atores, são ventiladas cada vez com mais vivacidade as notáveis contradições no processo de detenção e inculpação de Manuel. Por um lado, nas primeiras horas, foi dito que Olate foi detido em função de uma solicitação de extradição do governo colombiano. Mais adiante, o presidente da Colômbia enquanto manifestava seu júbilo pela detenção do chileno, declarou que nos próximos dois meses se formalizará o pedido de extradição.
Depois das declarações de Santos as informações mudaram, em função de assinalar que Olate foi detido após uma ordem de detenção emitida pelo Ministério Público Colombiano. É necessário esclarecer que Manuel Olate se encontrava fora do Chile até o dia 13 de Outubro e que até esse momento não pesava nenhuma ordem contra o mesmo, de maneira que não foi detido ao retornar ao país. Deduz-se assim que, apesar de não ser acusado de delito algum, o Governo Chileno informou de sua entrada no Chile, e em seguida a Colômbia solicitou sua detenção.
Por outro lado, as notícias no Chile não são menos confusas; de um lado, informam que um funcionário judicial foi notificar Olate de sua detenção e pedido de extradição por parte da justiça colombiana, apesar de a Colômbia ainda não ter solicitado tal extradição, isto segundo o que foi dito pelo próprio Juan Manuel Santos. Destacamos que, ainda assim, na terça-feira a juíza analisará a situação judicial de Manuel e que ainda hoje pedirá provas à justiça colombiana que assegurem sua detenção e possível extradição.
Diante disto, cabe perguntar: Com base em que Manuel Olate foi privado de sua liberdade? Diante de tal confusão não é difícil inferir que depois da detenção do chileno, percebe-se uma atitude colaboracionista do governo chileno, o qual se presta à internacionalização do conflito colombiano para o resto da América, organizando assim a perseguição de todos aqueles que se levantam contra a posição guerrista do governo, e a ferrenha determinação de extermínio físico e político de todos aqueles que defendem a idéia de uma saída política ao conflito, como fica demonstrado no assassinato de mais de 20 ativistas de direitos humanos na Colômbia nos poucos 75 primeiros dias do governo de Santos, nas arbitrárias acusações feitas contra a Senadora Piedad Córdoba, uma das principais impulsionadoras dos acordos para a Paz e que hoje se encontra inabilitada e judicialmente perseguida, e na saída do país do cabo Mocayo, ex- prisioneiro de guerra das FARC, libertado unilateralmente durante este ano, que teve de abandonar a Colômbia depois das constantes ameaças de morte e amedrontamentos pelo seu compromisso com a causa da Paz e contra a política de enfrentamento armado como saída à guerra que castigou por mais de 50 anos a Colômbia.
No Chile, é de conhecimento público o compromisso do Partido Comunista com uma saída política e pacífica ao conflito colombiano, e assim se tem manifestado em numerosas ocasiões apoiando as iniciativas que aprofundem esta busca de Paz , entendendo que esta passa pela manifestação de vontades políticas reais, tendentes a restituir as garantias políticas e sociais de todos os colombianos, assegurando a inviolabilidade de seus direitos fundamentais, o respeito às posições divergentes e o retrocesso das políticas de criminalização do movimento popular e de direitos humanos, as quais sob o pretexto da luta contra o terrorismo, se transformaram em uma política de estado, que tem sua forma mais perversa nos chamados “Falsos positivos”.
O compromisso político de Manuel Olate se encaixa na prática solidária, prática que o levou a visitar em 2008 o acampamento do extinto comandante das FARC-EP Raúl Reyes, por conta da realização de uma entrevista, a qual foi publicada posteriormente no Semanário “El Siglo”. Essa entrevista foi realizada apenas alguns dias antes do bombardeio em território equatoriano do acampamento de Reyes, onde o exército colombiano teria encontrado provas fotográficas que dariam conta da presença recente de Olate no lugar; presença que de fato seria posteriormente divulgada, dada a iminente publicação da entrevista ao comandante das FARC, em um meio de comunicação chileno de cobertura nacional.
É necessário assinalar que dias antes de sua detenção, Manuel, juntamente com seu advogado se encontrava pronto para apresentar ações judiciais para esclarecer sua situação legal no Chile, já que, desde os acontecimentos de Sucumbios foi, de forma sistemática e reiteradamente, condenado pela imprensa, sem que existisse até esse momento nada contra ele, confiando na solidez de sua inocência, já que não é responsável por nenhuma das acusações que arbitrariamente e sem sustento legal lhe são atribuídas. Quanto às acusações feitas pela justiça colombiana, estas se baseiam na suposta aparição de um pseudônimo, atribuído a Olate, nos e-mails do computador de
Raúl Reyes (está comprovado e reconhecido que são documentos no formato Word, portanto não se trata de provas jurídicas) e que isto, segundo eles, teria um caráter incriminátorio. O fato de não se tratar de e-mails não é um detalhe, já que isto desabilita estes arquivos como documentos probatórios. É preciso destacar que a isto se soma o fato de que o oficial colombiano a cargo dos supostos computadores de Reyes, declarou sob juramento que não existiam tais correios propriamente ditos, além de que não tinha sido cumprida a corrente de custódia dos computadores e que, portanto, não havia forma de provar que estes não tinham sido manipulados.
Diante da detenção de Manuel Olate, o Movimento Continental Bolivariano expressa sua solidariedade e preocupação pela detenção arbitrária de um de nossos responsáveis no Chile, que é a nova vítima da perseguição e criminalização da solidariedade internacionalista.
Solicitamos às autoridades no Chile que deixem Manuel em liberdade e que não o extraditem, já que não existem garantias jurídicas que possam dar lugar a um julgamento justo e conforme o devido processo na Colômbia, tendo em vista tratar-se de uma acusação sem sustento jurídico que não justifica sua detenção e sua possível extradição.
Fazemos um chamado às organizações e dirigentes políticos e sociais nacionais e internacionais para que se mobilizem pela libertação de Manuel Olate, rejeitando desde já a idéia de sua possível extradição, já que, como se assinalou em reiteradas ocasiões na Colômbia, não existem as condições mínimas para um processo justo que garanta o respeito a seus direitos fundamentais como dão conta os mais de 7.500 presos políticos desse país.
Declaramo-nos em estado de alerta e mobilização permanente.
LIBERDADE A TODOS OS PRESOS POLITICOS DO CONTINENTE!
LIBERDADE PARA MANUEL OLATE!
Caracas, 30 de Outubro de 2010
Direção Executiva
Movimento Continental Bolivariano
Tradução: Valeria Lima

Salve, o guerrilheiro comunista !!!!

A História faz justiça a Marighella

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Decorridos 41 anos - completados hoje - do covarde assassinato de Carlos Marighella, cresce no país o respeito por sua coragem, determinação e militância e o sentimento de que seu nome já se situa, tranquilamente e como medida de justiça, entre os patriotas que mais lutaram pela melhoria de vida, ascensão social, a liberdade e o respeito a todos os direitos do nosso povo.
Marighella - ou Carlos como o chamavam os mais próximos, os familiares e os amigos -  morreu em uma emboscada montada pelas forças de repressão da ditadura militar, à frente o Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) de São Paulo. Ele foi inequivocamente um dos quadros políticos mais atuantes de nossa História. Só a reação, e com o assassinato, foi capaz de conter a chama que o animou sempre, a vida inteira, em sua luta pela liberdade e justiça para o nosso povo.
Defensor das causas populares até o limite de pagar mesmo com a vida, como lhe aconteceu, Marighella foi um batalhador por reformas de base como as da educação e agrária e pela soberania nacional. Foi o que o motivou a filiar-se aos 18 anos ao Partido Comunista Brasileiro (PCB).
Um combatente em todas as frentes de resistência
A partir daí, lutou em todas as frentes: combateu a ditadura Vargas e a repressão por ela desencadeada; foi deputado federal até a proscrição do PCB (1947); enfrentou a partir de então duas décadas de clandestinidade; resistiu e  enfrentou as forças da nova ditadura, a militar, instaurada em 1964; rompeu com o velho Partidão, fundou a Ação Libertadora Nacional (ALN)  e bateu de frente, o resto dos seus dias, com o regime de exceção instaurado no país.
Sua coragem, luta, ensinamentos e sobretudo seu amor pela liberdade e pela justiça serão sempre um exemplo para todos os brasileiros que, quanto mais o tempo passa, mais lhe são reconhecidos e fazem justiça por ter dedicado sua vida à transformação da realidade dos excluídos e a dar voz aos anseios de liberdade e justiça do nosso povo.
Independente do julgamento que lhe façam os ainda sobreviventes da reação, o que prevalece é o reconhecimento de que Marighella hoje já é História e que esta lhe reserva um lugar entre os grandes da luta pelo progresso e melhorias de nosso país.
Fonte: http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&&id=10554